Transfusão de Sangue em Cães

A transfusão e doação de sangue pode salvar a vida de muitos cães. A carência de sangue em hospitais, não é um problema exclusivo dos humanos. Os animais também passam por cirurgias, apresentam quadros de anemia ou mesmo traumatismos como atropelamentos e demais acidentes, fazendo com que a necessidade de sangue torne-se imprescindível para a vida do animal.

A transfusão de sangue (sangue total) é um método antigo, pois assim como para as pessoas, já existe sangue de forma fracionada, sendo este método mais eficaz do ponto de vista terapêutico.

Doar sangue é necessário para salvar vidas e também traz benefícios para quem doa, pois assim que ele é retirado do organismo, ele passa por uma série de exames que podem detectar doenças precocemente, ajudando assim o doador, que poderá saber precocemente da necessidade de tratamento de uma doença que até então ele não saberia se não doasse sangue.

Quanto aos doadores, eles são submetidos a rigorosa seleção. Em primeiro lugar é realizado uma detalhada avaliação clínica, análise de sua condição corpórea, a realização de exames laboratoriais, como o hemograma e algumas sorologias para as mais diferentes doenças e, somente a partir daí, é que o sangue é estocado e disponibilizado para transfusão.

Qual é o perfil do doador de sangue?

1 – Cães entre 1 e 8 anos
2 – Cães acima de 25 kg
3 – Vacinados e vermifugados
4 – Não estar prenhe (gestante)
5 – Não ter feito cirurgia recentemente
6 – Estar clinicamente saudável
7 – Apresentar temperamento dócil preferencialmente

O sangue coletado é utilizado para animais que sofreram perda sanguínea causada por atropelamentos, intoxicações, cirurgias, importantes infecções, entre outros motivos.

Quanto aos tipos sanguíneos, estes são inúmeros, tantos que seria impossível quantificá-los. Obviamente existe um protocolo que deverá sempre ser obedecido com relação a prevenção das reações anafiláticas (alergia) provocadas por sangue incompatíveis, como por exemplo os primeiros 15 minutos de transfusão são importantíssimos para que ocorra uma reação alérgica, desta forma, a transfusão deverá ser realizado muito lentamente, gota a gota. Não ocorrendo reação alérgica nesta fase, a transfusão poderá ser concluída.

Dr. Marcos Fernandes
CRMV-SP 7287

Veterinário homeopata, psicanalista e mestre em saúde pública pela USP (SP). Comunicador da Rádio Mundial (95,7 FM) no programa Saúde Animal. Autor do livro “Cara de Um, Focinho do Outro” da Editora Butterfly

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