Psicanálise veterinária existe?

“Cara de um, focinho do outro”

Será que esta frase da cultura popular não traz consigo uma sabedoria que possa explicar tanta semelhança entre os proprietários e seus animais de estimação?

É possível saber quem você é através do seu cachorro?

É até engraçado no consultório, observarmos que aquele cliente ansioso e agitado, traz sempre consigo um cão com as mesmas características psíquicas da ansiedade. Assim acontece também na agressividade, depressão, fobias, compulsões, etc.

Muitas vezes a sincronicidade desta relação, chega ao campo das doenças físicas e não somente psíquicas. É comum diagnosticarmos por exemplo um problema cardíaco no animal e o proprietário informar na consulta o mesmo problema, assim é com as alergias, diabetes, obesidade, problemas de pele, entre outras doenças.

Para a psicanálise, é uma relação de identificação!

Interagimos com o inconsciente (individual ou coletivo) com tudo que nos cerca, como computador, carro, casa e todos, marido, esposa, filho, animal de estimação, que mantemos “posse psicológica”, ou seja, que de alguma forma consideramos como “nosso” e desta forma nossa energia interage com tudo que possuímos.

Porque os animais adoecem? E porque influenciamos na doença dos nossos animais de estimação?

O fenômeno “doença”, é sempre um evento multifatorial complexo. Os animais adoecem segundo suas pré-disposições genéticas e raciais, condições ambientais, nutricionais, imunológicas, etc.

Isto não é uma novidade!

No entanto, há outro ponto de vista que faz com que eles adoeçam, e aí sim temos uma novidade, o motivo que muitas vezes desencadeia ou alimenta a doença, é o seu próprio tutor, ou a pessoa mais próxima do animal de estimação!

Os animais são como um mata borrão, uma esponja a absorver as energias e emoções de seus proprietários, que somatizam em seus corpos toda a sorte de influências “negativas”.

Da mesma forma, que os pais interagem diretamente com os filhos, sendo muitas vezes um problema do filho, uma questão do pai e da mãe. No caso dos animais, eles estão no lugar dos filhos e, desta forma, absorvem este magnetismo, perdendo parte do seu instinto animal, sendo preenchido pelas inseguranças, angústias, tristezas, decepções e medos de seus proprietários.

Se você quer o seu animal saudável, comece por você!

Dr. Marcos Fernandes
CRMV-SP 7287

Veterinário homeopata, psicanalista e mestre em saúde pública pela USP (SP). Comunicador da Rádio Mundial (95,7 FM) no programa Saúde Animal. Autor do livro “Cara de Um, Focinho do Outro” da Editora Butterfly

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Até a próxima